
Nesta segunda-feira (26), motoristas da empresa Marvão Serviços, responsável pelo transporte escolar em Teresina, cruzaram os braços, deixando milhares de alunos da rede municipal e estadual sem acesso às escolas. A paralisação, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Transporte do Estado do Piauí (SINTETRO), expõe uma grave crise no setor e traz impactos imediatos à comunidade escolar.
Segundo o presidente do sindicato, Antônio Cardoso, os trabalhadores reivindicam reajuste salarial, aumento no valor dos tickets alimentação e a participação da empresa no custeio do plano de saúde. Ele também denunciou a existência de jornadas exaustivas, com motoristas trabalhando até 18 horas por dia e recebendo valores considerados irrisórios por turnos noturnos. A situação será levada ao Ministério do Trabalho.
“Estão explorando esses trabalhadores. Eles não aguentaram mais e resolveram paralisar. A educação não pode ser feita só pela metade”, disse Cardoso, em apelo às autoridades da educação municipal e estadual.
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O movimento afeta diretamente crianças e adolescentes que dependem do transporte escolar público, comprometendo a frequência às aulas e agravando a defasagem pedagógica. Em muitos casos, a merenda escolar é uma das principais refeições do dia, tornando o impacto ainda mais severo em comunidades vulneráveis.
Além dos efeitos imediatos sobre o calendário escolar e o planejamento pedagógico, o histórico da empresa também levanta preocupações. A Marvão Serviços sucedeu a Locar Transporte, alvo da Operação Topique da Polícia Federal, que investigou fraudes em licitações de transporte escolar. A empresa acumula diversas ações judiciais por improbidade administrativa.



