
O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu a investigação sobre a morte do sargento reformado da Polícia Militar do Piauí, João de Deus Teixeira dos Santos, ocorrida em novembro de 2024, na zona Sul de Teresina. O inquérito, presidido pelo delegado Danúbio Dias, resultou no indiciamento do soldado Raimundo Linhares da Silva, da Polícia Militar do Maranhão, por homicídio qualificado por motivo fútil.
De acordo com o DHPP, o crime aconteceu após uma discussão entre os dois policiais, vizinhos no bairro Parque Sul. O desentendimento teria começado por causa de um carro estacionado em frente à residência de um deles. Segundo os depoimentos colhidos, após uma breve conversa, o sargento João de Deus teria atingido o carro de Raimundo Linhares com seu próprio veículo. Em resposta, o soldado do Maranhão foi tomar satisfação, o que culminou em uma troca de tiros.
Leia também:
O diretor do DHPP, delegado Francisco Costa, o Barêtta, afirmou que a Polícia Civil realizou uma reconstituição detalhada dos fatos com base em depoimentos e laudos periciais. “O caso foi muito bem apurado, presidido pelo delegado Danúbio Dias. Foram ouvidas testemunhas nos autos, requisitada perícia, contudo, não ficou bem clara a dinâmica. Então foi requisitado um exame pericial, que é a reprodução simulada dos fatos […] o tiro foi proveniente da arma empunhada pelo policial militar do Maranhão”, explicou Barêtta.
A reprodução simulada foi fundamental para apontar a trajetória dos disparos e confirmar que o tiro fatal, que atingiu a cabeça do sargento João de Deus, partiu da arma de Raimundo Linhares. Com base nesses elementos, a polícia concluiu pelo indiciamento por homicídio qualificado.
O inquérito já foi encaminhado ao Ministério Público, que agora decidirá se oferece denúncia, solicita novas diligências ou arquiva o caso. Segundo o delegado Barêtta, “a defesa pode até alegar legítima defesa, porque houve disparo de ambos os lados, mas nós, da Polícia Civil, nos centramos no fato típico e antijurídico […] agora cabe ao Ministério Público a sua manifestação”.
O caso segue agora sob análise do Judiciário.



