
Motoristas e demais trabalhadores do sistema de ônibus de Teresina realizaram uma paralisação nas primeiras horas desta sexta-feira (9) e ameaçam iniciar uma greve geral a partir da próxima segunda-feira (12), caso não haja acordo com as empresas.
A paralisação, que teve retomada gradativa dos serviços ao longo da manhã, é uma reação da categoria à falta de avanços nas negociações. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro) reivindica reajuste salarial de 15%, ticket alimentação no valor de R$ 900 e auxílio saúde de R$ 150.
As empresas, representadas pelo Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut), alegam que não se recusam a negociar, mas afirmam não ter condições financeiras para atender às propostas. Em nota divulgada na quarta-feira (7), o Setut reforçou o compromisso com o diálogo e informou que encaminhou ofício ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) manifestando preocupação com os impactos da possível greve sobre a população.
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A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) acompanha as negociações e garantiu que, em caso de greve, vai assegurar o funcionamento de pelo menos 30% da frota, conforme determina a legislação para serviços essenciais.
Durante reunião realizada no Ministério Público do Trabalho no início da semana, o Setut recebeu as reivindicações dos trabalhadores e poderá apresentar uma contraproposta. A Prefeitura de Teresina, por meio da Strans, afirmou que, caso as negociações impliquem reflexos financeiros, o assunto será levado ao prefeito Silvio Mendes para avaliação.
O presidente do Sintetro, Antônio Cardoso, afirmou que, se não houver avanço nas negociações, a categoria deliberará por uma greve geral por tempo indeterminado. Além disso, há a possibilidade de uma nova paralisação parcial já neste sábado (10).



